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Onde a teoria para
de explicar a
prática e começa
a ser a prática

CAMPO

O Campo reúne as atividades de pesquisa, docência, investigação e produção intelectual que alimentam continuamente a Cartografia. Ao lado da prática profissional, constitui o lastro que sustenta o repertório, a qualidade da leitura e a autoridade do método.
Teoria e prática não são opostas: se atravessam contínua e mutuamente.
A inquietação sobre a relação entre arte e design atravessa minha trajetória e encontrou formulação acadêmica na dissertação de mestrado. A Cartografia é uma das expressões desse percurso da pesquisa. O mesmo Campo que a originou é o que a mantém viva: a investigação permanece aberta, acompanhando as transformações nos modos de ver, especialmente em um momento em que a inteligência artificial reconfigura autoria, leitura, repertório e produção de conhecimento.
Design, utilidade e subjetividade: reflexões sobre consensos possíveis

Design, utilidade e subjetividade: reflexões sobre consensos possíveis

O presente artigo reflete sobre design, sua relação com expressões da arte, e as intrínsecas noções de utilidade e sentido, em deslocamento às ideias corriqueiras de decoração e funcionalidade. Na contemporaneidade, tais noções padecem de uma redução semântica que as limita a propósitos convencionados como práticos e econômicos, vinculados a uma previsível linha do tempo de começo/compra, meio/utilização e fim/descarte. Tais ideias não somente encarceram a natureza essencial de articulação e trans-disciplinaridade do design, como passam ao largo de qualquer relação com a construção de subjetividades, estabelecendo um cenário de sacrifício do sensível em favor do lucro. Neste sentido, seria refletir sobre o ‘inútil’ que existe no ‘útil’, e vice-versa: um design revisitado, distraído, artístico, que serve à subjetividade, que nos provoca os sentidos, nos permite tempo de desaceleração, em um momento em que é urgente repensar sobre o que nos cerca e nos afeta, como uma reconstrução da vida coletiva.

Design e arte: Territórios de (re)conciliação na produção de subjetividade

Design e arte: Territórios de (re)conciliação na produção de subjetividade

Esta pesquisa confia em transformações positivas, relações mutuamente proveitosas e em outras formas possíveis de geração de vida. No centro desta reflexão está o design, que no encontro com a arte se experimenta, se reflexiona e se reelabora sob outro ritmo e condição. Um design distraído, artístico, que provoca mais questionamentos do que respostas aos modos de ser, ver, pensar e fazer. Para ir além, esta pesquisa invoca pensadores, projetistas e artistas para refletir sobre um campo de ideias possíveis ou impossíveis, úteis ou inúteis, especulativas ou de inspiração histórica – a partir dos anos 1960 e 1970 –, que contribuam para uma outra perspectiva mais atenta às narrativas locais e aos problemas certos – sejam as questões da subjetividades, nossa corporeidade e ativos culturais, ou; de ordem prática, no que se refere aos modos de produção, de ritmo capitalista acelerado, e sinônimo de crise ambiental, ética e humanitária. Tempos que urgem novas reflexões e práxis sobre o que nos cerca e nos afeta, como uma reconstrução da vida coletiva.

Percurso:
MBA em Branding. Mestrado em Artes e Design pela PUC-Rio.
Pesquisadora independente no LINDA — Laboratório Interdisciplinar em Natureza, Design & Arte (PUC-Rio).
Artigo publicado na Revista Arcos Design — UERJ.
Palestra sobre a dissertação a convite da pós-graduação em Design da EBA/UFRJ.
Duas gestões na diretoria da ADG Brasil.
Docência no IED – Istituto Europeo di Design, e na Cândido Mendes.
Desenvolvendo programa de pesquisa para doutorado.